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Portabilidade de crédito: o passo a passo e o CET

Atualizado em 3 de novembro de 2026 · Leitura de cerca de 4 minutos

A portabilidade só compensa quando a comparação é feita do jeito certo — e o jeito certo não é comparar parcelas. Há uma medida única para isso, e cinco etapas que organizam o processo.

O número que decide

É o Custo Efetivo Total. O CET reúne juros, tarifas, tributos e seguros embutidos, e é a única medida que permite comparar duas propostas de prazos e estruturas diferentes. A taxa mensal, isolada, esconde exatamente o que pesa.

A comparação correta também não é entre a parcela atual e a parcela nova. Uma prestação menor obtida esticando o prazo pode custar mais no total. O que se compara é o custo total do que ainda falta pagar hoje contra o custo total da operação nova.

As cinco etapas

O que pedir e o que observar em cada etapa.
Etapa O que observar
1. Levantar a situação atual Saldo devedor, parcelas restantes, taxa e CET do contrato em vigor
2. Buscar propostas Pedir CET e valor total a pagar, não apenas taxa e parcela
3. Solicitar a portabilidade Pelo canal da instituição escolhida ou pela jornada de Open Finance
4. Avaliar a contraproposta Comparar sempre no mesmo prazo
5. Acompanhar a conclusão Confirmar a quitação na instituição antiga e guardar o comprovante

No caso do cartão, a comparação é obrigatória

Na portabilidade do saldo da fatura, criada pela Resolução CMN nº 5.112/2023, a norma foi mais longe: a contraproposta do banco atual não pode ser desenhada em prazo diferente para parecer mais barata. É preciso haver ao menos uma opção consolidada no mesmo prazo da proposta recebida. Outros dois pontos dessa modalidade:

  • Saldos pagos por desconto em folha estão fora dessa portabilidade.
  • Cada operação deve estar detalhada no Demonstrativo Descritivo do Crédito, que é o documento onde a comparação fica visível.

A portabilidade não é renegociação. Se a dívida já está em atraso, o caminho costuma ser renegociar com o credor atual — são processos diferentes, com regras diferentes.

Quando não compensa

Vale dizer também o que o instrumento não resolve. Se o contrato atual está perto do fim, a maior parte dos juros já foi paga e o ganho tende a ser pequeno. Se a proposta nova só melhora a parcela à custa de um prazo bem mais longo, o custo total sobe. E se o orçamento não fecha nem com a parcela nova, o problema não é o credor.

Onde conferir na fonte oficial

As normas e a estrutura oficial podem ser consultadas em:

Fonte oficial

Veja a estrutura oficial

O portal do Open Finance Brasil explica o funcionamento do ecossistema supervisionado pelo Banco Central, incluindo o compartilhamento de dados que viabiliza a jornada digital.

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